Do Plantio à Mesa: O Resgate dos Saberes da Terra em 2026

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Do Plantio à Mesa: O Resgate dos Saberes da Terra em 2026 Olá! O blog está de cara nova e com energia renovada. Se você chegou aqui pelo nosso antigo endereço, seja bem-vindo ao Saberes da Terra. ​Muitas coisas mudaram, mas o prazer de colocar a mão na terra e colher o próprio alimento continua sendo a maior tecnologia que existe. Em 2026, o foco não é apenas ter uma horta, mas sim criar um ecossistema funcional na sua casa — seja em um quintal grande ou num pequeno vaso na laje. ​O que vamos explorar juntos a partir de agora: ​Cultivo Inteligente: Como otimizar o espaço para ter alimentos frescos o ano todo. ​Uso das Plantas: O conhecimento que vem da roça aplicado ao nosso dia a dia moderno. ​Solo Vivo: Aprender a alimentar a terra para que ela nos alimente com força total. ​A natureza é generosa para quem sabe observar. Vamos juntos redescobrir esses segredos?

Rizomas úteis

Hortaliças hibernando: Rizomas úteis

O outono faz a horta parecer bem maior. Boa parte das plantas não fica tão grande, cresce lentamente. As alfaces estão pequenas, as rúculas também. Ainda, a maior parte das raízes está hibernando: tupinambo, batata, gengibre, biri, araruta, cúrcuma, mangarito, zedoária. Todas elas perdem as folhas e somem na terra. Algumas tive até mesmo que colocar uma placa, porque já plantei coisa em cima! 

O tupinambo se come cozido, como cenoura. O gengibre e a cúrcuma, usa-se como tempero. A araruta e o biri se usa para fazer farinha, retirando o amido.

Todos eles, essa época do ano, podem ser replantados: é a hora de multiplicar. Assim que as folhas secaram, cave delicadamente, remova os tubérculos, rizomas e batatas individuais e replante. Claro, você pode não replantar, a planta continua crescendo, mas lentamente. Plantas recém plantadas crescem melhor, e ano que vem, você terá multiplicado sua colheita pelo numero de plantas novas que foram replantadas.

Escolha um local com as condições mais adequadas: exceto o tupinambo, batata e batata doce, todos os parentes do gengibre (cúrcuma, gengibre, zedoária, galanga, lírio do brejo) e da araruta (araruta, biri) gostam de locais úmidos, férteis e ligeiramente sombreado. Adicione matéria orgânica, revolva bem, plante e umedeça. Enquanto não tem folhas, as regas são só para não esturricar. Assim que brotar, volte a regar normalmente.

Aproveitando a colheita e replantio, tirei algumas fotos. Nessa primeira, temos as raízes de araruta, já rebrotando. A araruta fica grandinha, até. Do mesmo tamanho que o açafrão.


Ararutas, ou Marantha arundinacea: da terra para a terra
Nova casa para Araruta: Canteiro soerguido, terra de composteira, adubo do galinheiro do vizinho e cobertura vegetal de folhas secas.
Eu sei, batatas são de outro gênero. Mas o assunto é pertinente. Essas batatas roxas tem o miolo bem branco com um halo roxo, e são muito farinhentas, pesadonas, ótimas pra fazer gnocchi e purê. A planta é média e muito arroxeada, de folhas mais miúdas, muito parecidas com as do tomate, só que escuras. Plantei há um tempo e esqueci. Quebrei a cabeça para descobrir o que era. Quando fui colher algumas coisas do entorno, grata supresa: batatas roxas, e suas batatinhas, já brotando, indo pro novo canteiro.

Batatonas e batatinhas, das roxas.
Os Biris, ou falsa-araruta, quando hibernam são os que mais fazem diferença. Nos ultimos anos não colhi e a planta formou uma touceira muito grande. Com suas folhonas avermelhadas, ocupava mais de um metro quadrado por planta, com mais de 2 metros de altura. Tive que passá-la para um lugar que crescesse livremente. 

Biri, ou Canna edulis, rebrotando lentamente no inverno frio.

Para dar uma idéia de proporção. Da esquerda pra direita: Gengibre, Cúrcuma, Araruta e Biri.

Até a próxima!

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