Do Plantio à Mesa: O Resgate dos Saberes da Terra em 2026

Imagem
Do Plantio à Mesa: O Resgate dos Saberes da Terra em 2026 Olá! O blog está de cara nova e com energia renovada. Se você chegou aqui pelo nosso antigo endereço, seja bem-vindo ao Saberes da Terra. ​Muitas coisas mudaram, mas o prazer de colocar a mão na terra e colher o próprio alimento continua sendo a maior tecnologia que existe. Em 2026, o foco não é apenas ter uma horta, mas sim criar um ecossistema funcional na sua casa — seja em um quintal grande ou num pequeno vaso na laje. ​O que vamos explorar juntos a partir de agora: ​Cultivo Inteligente: Como otimizar o espaço para ter alimentos frescos o ano todo. ​Uso das Plantas: O conhecimento que vem da roça aplicado ao nosso dia a dia moderno. ​Solo Vivo: Aprender a alimentar a terra para que ela nos alimente com força total. ​A natureza é generosa para quem sabe observar. Vamos juntos redescobrir esses segredos?

Sabonete íntimo: usar ou não usar

Sabonete íntimo: usar ou não usar?

Entrevistamos especialistas que vão ajudar você a decidir. Afinal, qual é a diferença entre os sabonetes íntimos e os comuns?

A diferença está no pH. Enquanto os sabonetes comuns tendem para o pH básico ou neutro (entre 9 e 10), os sabonetes íntimos têm um pH ácido (entre 4 e 4,5) – resultado da composição com ácido láctico –, que mantém o pH vaginal ácido. Essa acidez é necessária para manter vivos os microorganismos e lactobacilos que vivem nessa região e têm como função proteger a mulher de possíveis infecções.

Segundo a médica ginecologista e membro do Conselho Editorial da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), Patrícia de Rossi, alguns colegas ginecologistas defendem e até indicam o uso de sabonetes íntimos, outros abominam. “Os demais – entre os quais eu me encontro – imaginam que se não faz mal, tudo bem usar, mas com certo ceticismo sobre a sua real utilidade”, pondera.

A vagina não necessita de um sabonete especial. No entanto, a vulva (parte externa dos órgãos genitais) necessita de cuidados especiais. A higiene íntima é necessária e deve ser feita uma vez ao dia, principalmente após as evacuações. Ela deve ser feita sempre da frente para trás. “Devem-se usar medidas corretas como a lavagem, após as evacuações, e, na impossibilidade da mesma, fazer a limpeza com lenços umedecidos. A mulher que não pratica a higiene íntima pode ter mais infecções urinárias, alergias, vaginites e pruridos. Vale lembrar que, nesta região, não se deve utilizar perfumes ou talcos”, afirma Angela Maggio Fonseca, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenadora do Programa de Pós-Graduação de Obstetrícia e Ginecologia FMUSP.

Assim como o nosso corpo, a vulva também está propensa a sofrer o ressecamento. Este quadro pode desencadear uma coceira na região. “Para estas mulheres, estes sabonetes podem ajudar, pois possuem menos ação detergente que os comuns e ainda incluem composição hidratante. Embora eu não conheça nenhum estudo científico que comprove a sua eficácia em alguns pontos prometidos, se o produto traz o conforto à mulher – afastando esta coceira – ele pode ser usado sem problema”, avalia Rosana Simões, professora-doutora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Mas há que se deixar um alerta: a região genital feminina é muito mais sensível aos alérgenos e estes produtos não estão isentos de causar irritação, mesmo tendo sido formulados especificamente para uso local. “E mesmo com os sabonetes e loções indicados, deve-se orientar a mulher para que a limpeza seja realizada superficialmente. As lavagens devem ser feitas só externamente, para não alterar o pH vaginal”, enfatiza a professora Angela.

Veja mais sobre Bons Fluidos em:
http://bonsfluidos.abril.com.br

Comentários