. a cura: Maio 2012

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pleurisia


Raiz de Pleurisia

A planta já leva o nome da condição por ser usada desde a antiguidade para tratá-la. A raiz pode encontrada em forma de pó em lojas de produtos naturais. Deve-se beber a infusão. Misture 1 colher de chá em ½ copo de água e deixe por 15 minutos. Repita 3 vezes ao dia. Não é recomendado para grávidas ou pessoas com problemas cardíacos.
Casca do pé de amora selvagem
Tratamento-para-a-pleurisma-com-remédios-fitoterápicos3.jpg

Esta casca é muito popular para o tratamento de doenças pulmonares, inclusive da tosse. Contém prunasin, uma substância antiespasmódica muito eficaz. O porém para este remédio natural é que deve ser bebido com moderação. A ingestão deve acontecer num curto período de tempo, ou pode ser tóxico. Para preparar utilize 100 gramas da casca que esteja recém seca. Deve ser moída. Coloque em uma xícara de água, e deixe por toda a noite. Na manhã seguinte, coe e adicione 1 colher de chá de mel. Beba 3 colheres de chá desta mistura no decorrer do dia.

Outra forma de prepará-lo é colocar 100 gramas em um copo de água e deixar por 15 minutos. Coe e beba o líquido de imediato.

Enquanto faz o tratamento coma pelo menos 1 aipo de tamanho médio todos os dias. As propriedades medicinais deste vegetal vão acelerar o processo de cura.


Trabalho energético para emagrecer

Depois deste post da jornalista Daniela Kresch, muita gente vai comprar passagem para ir a Israel.
Agora é oficial: não sou mais uma cética. Passei a vida inteira seguindo cartesianamente as regras de pensamento científico. Acreditava piamente que dois mais dois era igual a quatro, que maçãs caem de árvores por causa da Lei da Gravidade, que o Universo foi criado a partir do Big-Bang e que o Sr. Spock nunca erra.  Não mais.
Tudo mudou na minha vida há um mês. Levada pela curiosidade e por um fio de esperança, fui a um lugar, aqui em Israel, que promete “a cura para o vício de comer glúten e açúcar”. Trata-se de uma clínica com diversas filiais por todo o país, na qual pessoas entram e, meia hora depois, saem sem vontade de comer pães, massas, bolos, sorvetes e tudo mais que contém glutén –  uma proteína que faz parte da maioria dos cereais e das farinhas – e açúcar branco. A rede também oferece tratamento contra cigarros, garantindo que qualquer fumante, mesmo os mais assíduos – saem de lá curados da ânsia por tabaco.
Hahahaha. É para rir, certo? E não tinha dúvidas de que se tratava de um caso agudo de charlatanismo. Mais um desses centros esquisitos, esotéricos, energéticos, paranormais ou algo no estilo, que se aproveitam do desespero dos gordinhos e dos fumantes para vender curas impossíveis. Não faltam “especialistas” que fazem cachê às custas de quem tenta, há anos, se livrar de hábitos pouco saudáveis, pouco estéticos ou pouco cheirosos. Nunca hesitei em descartar esse tipo de coisa.
Mas uma reportagem de TV despertou meu interesse. O Canal 10 da TV israelense enviou quatro de seus repórteres que mais fumavam para clínicas antifumo. Três deles voltaram ao vício rapidamente, depois do tratamento. Só um jurou de pés juntos que não tinha mais a intenção de colocar cigarros na boca. Dias depois, fui almoçar com uma amiga que emagreceu recentemente e percebi que ela evitava pães e massas. Mas o cúmulo foi quando ela recusou solenemente o saboroso e suculento bolo de chocolate quente com sorvete de creme, sem nenhum remorso ou vontade de pular dentro da sobremesa.
 “É impressionante. Não como mais esssas coisas. Não tenho a menor vontade. É como se fosse um pedaço de madeira. Nem salivo”, ela me contou, depois de revelar ter ido à tal clínica.
 “Duvido”, pensei.
Marquei hora e fui, certa de que provaria como o método não funciona com todos. No consultório branco, entrou um rapaz magérrimo e careca, de fala mansa e vagarosa. “Vou fechar no seu cérebro a vontade de comer glúten e açúcar”, disse ele, sem pestanejar. “Ah, e no primeiro mês, você também não vai querer comer amidos, quer dizer, batatas, arroz, essas coisas”. Ele continuou, alertando: “Cuidado para não comer nem um pedacinho desses ingredientes do qual você quer se livrar. Se comer mesmo que seja só uma dentada, o tratamento não vai dar certo”.
Em seguida, o rapaz me fez sentar numa cadeira de madeira e esticar os braços. Colocou duas pedras nas palmas das minhas mãos e pediu para que eu fechasse os olhos e ficasse quieta. Por 10 minutos, percebi que ele dava voltas em torno de mim, gesticulando e respirando fundo. “Ai  meu deus, o santo baixou”, pensei, divertida. Quando acabou, me disse para abrir os olhos. “Pronto, agora é só seguir as instruções”. E me mostrou a porta.
Isso faz um mês. Estou há 30 dias sem comer pães, doces, massas, batata, arroz, chocolates, bolos, biscoitos… Nem um pedacinho, uma garfada, uma lambida. Como isso é possível? Juro que não sei. Nunca fiquei mais de 48 horas sem uma vontade doida de comer um brigadeirozinho, um pãozinho de queijo, uma colherzinha de doce de leite… Ficar sem sushi? Sem macarrão a quatro queijos? Sem pão árabe com humus? Impossível. Mas sim, é possível. Milagre, macumba, trabalho energético, intimidação psicológica, efeito placebo, cristais mágicos ou muito auto-convencimento. Não me importa. O importante é que aquela calça jeans que explodia já faz novamente parte do meu guarda roupa. E, se os espíritos quiserem, continuará assim por muito tempo.
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terça-feira, 22 de maio de 2012

gripe


Vacina contra a gripe

Guilherme Côrtes Fernandes, Fernando S. V. Martins & Terezinha Marta P.P. Castiñeiras
A gripe (influenza) é uma doença infecciosa, transmissível, causada pelo vírus influenza. É transmitida de uma pessoa para outra por via respiratória com extrema facilidade, causando febre, coriza, tosse seca, dor de garganta, dor de cabeça e dor no corpo. As pessoas idosas e as portadoras de doenças crônicas têm maior risco de complicações como a pneumonia, o que pode tornar necessário a internação hospitalar. A vacinação contra a gripe reduz o risco de infecção com o vírus influenza e, portanto, o de complicações.

A vacina mais comumente utilizada é a injetável, que é elaborada a partir de vírus influenza cultivados em ovos de galinha. A vacina tem componentes de várias cepas do vírus influenza, inativados e fracionados. Além disto, existem na sua composição pequenas quantidades de timerosal (Mertiolate®) e de neomicina (um antibiótico). É importante ressaltar que, por ser produzida com vírus inativado, a vacina pode ser administrada com segurança em pessoas com deficiência do sistema imunológico e se administrada em gestantes, não representa risco para o feto.

1. Quem deve ser prioritariamente vacinado?

A vacina pode ser útil para qualquer pessoa, porém em razão do maior potencial de benefícios, deverão ter prioridade:

As pessoas com 60 anos ou mais.
Os portadores de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema, bronquiectasia) e doenças que causem deficiência do sistema imunológico.

2. Qual a duração da proteção conferida pela vacina?

Um ano. O vírus da gripe é capaz de mudar suas características com muita frequência e a cada ano é necessário o desenvolvimento de nova vacina.

3. Pode-se ter gripe mesmo após a vacinação?

Sim, porém a vacinação diminui a gravidade da gripe e, portanto, as chances de complicações.

4. A vacina contra a gripe pode dar reações?

Pode, mas as reações são geralmente desprovidas de gravidade. As reações mais comuns são dor, vermelhidão e induração no local de aplicação, que ocorrem nas primeiras 72 horas após a vacinação. A febre ocorre em menos de 1% dos casos.
Reações alérgicas graves (anafilaxia) são incomuns. Acredita-se que essas reações estejam associadas aos componentes vacinais, principalmente à proteína do ovo de galinha (que é utilizado na produção da vacina). É essencial que as pessoas que tenham história de alergia a alguma vacina, ao ovo ou a proteínas de galinha, informem o fato ao profissional de saúde, antes de receber a vacina. Raramente ocorre dor em trajetos de nervos (neuralgia) e sensação de dormência (parestesia) e fraqueza muscular.
Qualquer dúvida, procure a unidade de saúde mais próxima à sua residência.

5. Em que situações a vacina não deve ser aplicada?

A vacina está contra-indicada sempre que houver história de reação alérgica grave à vacina contra a gripe, ou a algum de seus componentes. Deverá ser adiada nos pacientes com doenças ainda sem diagnóstico, assim como nos pacientes com doenças crônicas não controladas.

6. Gripe e resfriado são a mesma doença?

Não. O resfriado é causado por outros vírus e geralmente não causa febre.

7. Quem for vacinado precisa fazer dieta ou parar de tomar algum remédio?

Não. As pessoas que foram vacinadas contra gripe, tétano e difteria não precisam fazer dieta ou parar de tomar qualquer medicamento que estejam usando.

8. Existem outras vacinas importantes para as pessoas idosas?

Sim. A vacina anti-pneumocócica (contra pneumonia) tem indicações semelhantes às da vacina contra a gripe, e está sendo aplicada em alguns casos (como em pessoas idosas que vivem em asilos ou instituições semelhantes) e a dT (contra tétano e difteria).

O Cartão de Vacinação é um documento de comprovação de imunidade, sendo responsabilidade das Unidades de Saúde emití-lo ou atualizá-lo por ocasião da administração de qualquer vacina. Deve ser guardado junto com documentos de identificação pessoal. É importante que seja apresentado nos atendimentos médicos de rotina e fundamental que esteja disponível nos casos de acidentes.





segunda-feira, 14 de maio de 2012

cançer sintomas

sintomas: do cançer



1 - sangue na urina;
2 - anemia;
3 - sangramento anal;
4 - sangramento ao tossir;
5 - nódulo no seio;
6 - dificuldade para engolir;
7 - sangramento pós-menopausa;
8 - nódulo na próstata.


Fasceíte Necrotizante

Introdução: A Fasceíte Necrotizante é uma infecção bacteriana caracterizada por extensa necrose dos tecidos, que pode envolver desde a pele até a musculatura. É mais prevalente na população adulta do que pediátrica e os principais locais de acometimento são o tronco e extremidades, sendo a região da cabeça e pescoço menos comumente atingida. Os patógenos mais freqüentemente isolados são Streptococcus pyogenes (grupo A) e Staphilococcus aureus. O exame anatomopatológico é o melhor método diagnóstico identificando precocemente a doença. O suporte clínico, o debridamento cirúrgico, além de antibioticoterapia endovenosa são fundamentais para o tratamento. Objetivo: Relatar o caso de um lactente que apresentou Fasceíte Necrotizante na região cervical. Relato do caso: Lactente, sexo masculino, branco, 2 meses de idade, previamente hígido, com quadro de Fasceíte Necrotizante em região cervical anterior e lateral direita. Com tratamento adequado o paciente obteve excelente recuperação sem apresentar importantes alterações estéticas ou funcionais. Conclusão: A Fasceíte Necrotizante cervicofacial é rara em crianças. O debridamento cirúrgico precoce é necessário para controlar a infecção mesmo que possa resultar em ferimentos grandes e profundos. A antibioticoterapia de amplo espectro e o suporte hemodinâmico também são fundamentais para o sucesso terapêutico.
Abstract:
Introduction: Necrotizing fasciitis is a bacterial infection characterized by extensive necrosis of tissues, and may include skin and muscles. It's more frequent in adults than in children and generally involves the trunk and extremities. Head and neck area is less commonly affected. The most frequently isolated pathogens are the Streptococcus pyogenes (group A) and Staphylococcus aureus. The anatomopathological exam is the best diagnostic method, which early identifies the disease. The clinical support, surgical debridement, and the intravenous antibiotic therapy, are fundamental for the treatment. Objective: To report a case of an infant who suffered from Cervical Necrotizing Fasciitis. Case Report: Infant, male sex, white, 2 months old, previously healthy, with Necrotizing Fasciitis involving the frontal and right lateral cervical regions. After adequate treatment the patient obtained excellent recovery without presenting important aesthetic or functional alterations. Conclusion: The Cervical Necrotizing Fasciitis is uncommon in children. The early surgical debridement is necessary to control the infection, even if it may result in great and deep injuries. The wide spectrum antibiotic therapy and hemodynamic support are also basic for the therapeutic success.
INTRODUÇÃO

A Fasceíte Necrotizante (FN) é uma doença bacteriana, rapidamente progressiva, caracterizada por extensa necrose de pele, tecido subcutâneo, fáscias e músculo (1). Descrita pela primeira vez por Jones na Guerra Civil Americana no século IX como uma complicação bacteriana das feridas por arma de fogo, ela é uma doença potencialmente fatal (2).

A Fasceíte Necrotizante prevalece na população adulta em relação à pediátrica e algumas desordens sistêmicas e fatores locais como alcoolismo, diabetes, uso drogas intravenosas, imunossupressão, alterações dentárias, pequenos traumas, foliculites; estão associados a esta doença (3,4).

Os locais mais comumente acometidos são a parede abdominal, as extremidades, pélvis e parede torácica, sendo menos comum na região da cabeça e pescoço (1).

No estágio inicial a infecção esta localizada na fáscia superficial. A evolução ocorre com a trombose de pequenos e médios vasos sanguíneos sendo que nessa fase a pele torna-se eritematosa e edematosa desenvolvendo vesículas e apresentando-se com o aspecto de "casca de laranja". Devido a perfusão inadequada a pele posteriormente torna-se isquêmica e necrótica. O envolvimento muscular é raro e quando acometido sugere infecção por Clostridium sendo denominada Mionecrose Clostridial (5).

Os patógenos envolvidos na fasceite necrotizante são heterogêneos e compreendem bactérias aeróbias e anaeróbias. Os microorganismos mais freqüentemente isolados são Streptococcus pyogenes (grupo A) e Staphilococcus aureus, os quais produzem toxinas e enzimas que ativam colagenases e hiluronidases levando à necrose dos tecidos subcutâneos. As bactérias anaeróbias como Clostridium, Bacterióides e Fusobactérias são responsáveis pela produção gás e fermentação dos tecidos (1).

O exame anatomopatológico é o método diagnóstico mais preciso para identificação precoce da doença. A tomografia computadorizada com contraste é importante para verificar a extensão da doença, a relação com estruturas anatômicas, localização sítio primário da infecção. As principais complicações desta doença são mediastinite, pericardite, choque séptico, obstrução respiratória, erosão arterial e trombose veia jugular.

O debridamento cirúrgico, agressivo e precoce, além de antibioticoterapia de amplo espectro e suporte hemodinâmico são essenciais para o tratamento. Quando o procedimento cirúrgico é realizado antes de 48 horas a partir do diagnóstico a taxa de sobrevivência é superior a 75% (6).


RELATO DO CASO

Paciente 2 meses de idade, sexo masculino, branco, foi trazido à Emergência do Hospital de Base / FAMERP com história de abaulamento cervical à direita associado à irritabilidade e febre (não aferida) com 1 dia de evolução. A mãe do lactente negou que o mesmo havia apresentado episódio de IVAS, trauma ou qualquer outra alteração. Relatava que a criança havia nascido de parto cesário com 39 semanas e 5 dias, apgar 9/10, peso 2840g. Alimentava-se de leite materno exclusivo, as vacinações estavam em dia e era acompanhado periodicamente pelo pediatra.

Ao exame físico a criança apresentava-se em bom estado geral, eupneica, corada, hidratada e febril (T = 38,5oC). À rinoscopia, oroscopia e otoscopia não mostravam alterações. Na inspeção e palpação cervical evidenciou-se abaulamento cervical em áreas I, II, III e IV à direita de, aproximadamente, 5 x 5cm de diâmetro, com limites mal definidos, hiperemia, dor e calor local. A mímica facial estava preservada.

Mediante a esse quadro foi feita à hipótese diagnóstica de abscesso cervical profundo e a criança foi internada com antibioticoterapia endovenosa: Cefalotina (100mg/Kg/dia) e Amicacina (15mg/Kg/dia), associados a antiinflamatório hormonal: Dexametasona (0,15mg/Kg/dose) e com analgésicos (Dipirona). Também foram solicitados exames laboratoriais que revelaram linfopenia relativa e absoluta com 5.900 leucócitos (VN > 11.000), sendo 68% segmentados e 22% linfócitos típicos, e elevação da proteína C reativa (PCR) com valor de 20mg/dl (VN = 0 a 1 mg/dl).

No 2º dia de internação (DI), o paciente foi submetido à drenagem cirúrgica com saída de secreção purulenta (enviada para cultura) e debridamento de áreas musculares desvitalizadas (enviadas para avaliação anatomopatológica).

No 3º DI o paciente evoluiu com sinais de sofrimento de pele em ferida operatória (Figura 1) e optou-se juntamente com o Serviço de Pediatria pela troca da Cefalotina por Clindamicina, debridamento cirúrgico das áreas teciduais desvitalizadas, cuja avaliação anatomopatológico revelou tecido fibro-adiposo e muscular com extensa área de necrose, compatível com fasceíte necrotizante. Diante deste quadro, o paciente foi transferido para a UTI Pediátrica onde permaneceu por 33 dias.


Figura 1. Região cervical com sinais de sofrimento de pele.



Neste período, foram realizados mais quatro debridamentos cirúrgicos (7º, 9º, 14º e 16º DI) permanecendo a ferida operatória aberta com exposição da musculatura da região cervical direita (Figura 2).


Figura 2. Ferida operatória pós debridamento cirúrgico com exposição de estruturas cervicais
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No 4º DI o Serviço de Pediatria orientou a mudança da antibioticoterapia para Vancomicina, Cefepime utilizados por 22 dias e Metronidazol por 12 dias (baseados no crescimento de Streptococus viridans e Pseudomonas aeruginosa na secreção cervical drenada no 2º DI ).

Diariamente eram realizadas lavagens da ferida com soro fisiológico 0,9% e clorexidine degermante e curativos com placas absorventes (Hidrogel®). Para melhor evolução da cicatrização o paciente também realizou sessões de câmara hiperbárica.

Como intercorrências durante a internação, a criança apresentou paralisia do ramo marginal do nervo facial direito (1º PO de drenagem do abscesso cervical), necessitou de transfusões sanguíneas devido à queda de hematócrito após os debridamentos e de duas intervenções da Cirurgia Pediátrica para correção de hérnia umbilical.

O lactente recebeu alta hospitalar após 42 dias de internação, com a ferida cervical em processo de cicatrização por segunda intenção (Figura 3), orientação de curativos diários com soro fisiológico e permanece em acompanhamento ambulatorial sem grandes alterações funcionais ou estéticas (Figura 4).


Figura 3. Ferida operatória em processo de granulação.


Figura 4. Aspecto final da cicatrização por segunda intenção da ferida operatória.



DISCUSSÃO

A Fasceíte Necrotizante é mais freqüente na população adulta do que pediátrica. Segundo Ricalde et al (5) a diferença mais notável entre adultos e crianças é que quase todos os pacientes pediátricos com fasceíte necrotizante são totalmente saudáveis. O autor encontrou 11 casos de FN cervicofacial em menores de 16 anos descritos na literatura inglesa e todos eram previamente hígidos, como no caso apresentado.

A região da cabeça e pescoço é um local incomum de acometimento. Quando esta região é acometida a infecção é mais freqüente na região cervical anterior (60% dos casos), seguido pela face com acometimento em torno de 17% (1). O paciente do nosso relato apresentava sinais infecciosos em toda região cervical anterior e lateral à direita.

Apesar dos patógenos mais freqüentemente envolvidos na fasceite necrotizante serem o Streptococcus pyogenes (grupo A) e o Sthaphilococcus aureus, Lang et al (7) relataram um caso de fasceite necrotizante envolvendo a cabeça e pescoço de lactente de 5 meses de idade no qual foi isolado Streptococcus grupo B. Nesse trabalho os autores consideraram a prematuridade como um fator de risco e sugeriram uma origem nosocomial para a FN causada por este microorganismo.

No caso apresentado foi isolado o Streptococcus viridans e em nossa revisão bibliográfica não encontramos nenhum caso, até o momento, no qual fosse isolado esta bactéria.

O exame anatomopatológico confirmou a doença. A tomografia computadorizada não foi realizada no nosso paciente pois ao exame físico, não havia sinais de extensão ou complicação da doença e o paciente vinha apresentando melhora clínica e laboratorial importante.

O debridamento cirúrgico realizado foi agressivo e precoce, além de antibioticoterapia de largo espectro conforme a literatura preconiza.

A terapia coadjuvante com oxigênio hiperbárico permanece controversa. Mohammed et al (8) observou que a mesma pode ser benéfica no estágio inicial da Mionecrose Clostridial, entretanto esse tipo de tratamento pode ser prejudicial devido a bactérias aeróbias serem componentes significativos na infecção dos tecidos moles.

Em nosso relato a ferida operatória do lactente foi tratada com curativos a base de alginato, as quais absorvem o exsudato mantendo o leito da ferida úmido e estimulam o debridamento autolítico. Concomitante, o paciente foi tratado com câmara hiperbárica. A ferida operatória cicatrizou por segunda intenção e o lactente evoluiu com excelente resultado.


CONCLUSÃO

A Fasceíte Necrotizante (FN) cervicofacial é uma doença bacteriana, rapidamente progressiva, caracterizada por extensa necrose da fáscia superficial, tecido subcutâneo, músculos e pele.

Em crianças é uma patologia incomum e o acometimento da região da cabeça e pescoço é infrequente. A detecção precoce e o debridamento cirúrgico agressivo são essenciais para o sucesso terapêutico desses pacientes.

Como terapia adjuvante é imprescindível à utilização de antibioticoterapia de amplo espectro e suporte hemodinâmico.
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Bacterias Comedoras de Carne humana

sintoma é deixar a pele com aspecto necrosado, como se ela estivesse sendo devorada aos poucos. Antes de entrar em coma e quase morrer diante do nível da infecção, Kate chegou a pensar que as pequenas feridas com pus que surgiam no seu cotovelo esquerdo eram uma reação a uma picada de inseto.
Mas por não se curarem com rapidez, Kate foi ao hospital onde lhe deram uma tipoia de apoio e receitaram remédio para dor. O que não funcionou.
Dias depois, com uma dor alucinante, ela voltou ao hospital onde entrou em coma.
Foi então que os médicos descobriram que Kate tinha fascite necrosante, uma infecção bacteriana que destrói a pele e os tecidos moles abaixo dela, incluindo a gordura e o tecido que cobre os músculos.
A condição é muitas vezes referida como "uma bactéria comedora de carne", porque ela se espalha através dos tecidos moles, liberando toxinas que destroem os tecidos. Mas pouco se sabe os fatores de risco para a infecção.
Os cirurgiões passaram quatro dias cortando a carne infectada em volta do braço de Kate na tentativa de impedir que a infecção se espalhasse. Mas antes da operação, a família de Kate teve que assinar uma declaração permitindo que os médicos amputassem seu braço a fim de salvar sua vida. Segundo os médicos esse tipo de infecção que mata, em média, três entre quatro pessoas que a contraem, e ela já havia se infestado no braço de Kate.
Cerca de uma semana depois, Kate saiu do coma.
- Os médicos me disseram que nunca tinham visto alguém tão doente como eu, que tinha sobrevivido. Eu tenho sorte de estar viva.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

braço gordo

1) A cirurgia dos braços deixa cicatriz muito visível?
A cicatriz resultante de uma dermolipectomia de braço localiza-se próxima à prega axilar (dobra da axila). Quando há grande excesso de pele também é necessária uma cicatriz vertical estendendo-se posteriormente ao braço, a qual. apresentará maior ou menos extensão dependendo do volume de pele excedente a ser corrigido.

2) Como é a evolução da cicatriz?
A cicatriz passa por diversas fazes, até chegar ao amadurecimento, quando se apresenta mais clara e menor perceptível.
a- PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto excelente e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo.
b- PERÍODO MEDIATO. Vai do 30º dia até o 6º mês. Neste período haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, passando de "vermelho" para o "marrom", que vai, aos poucos, clareando. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes.
Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.Nessa fase é importante não tomar sol na cicatriz para esta não ficar definitivamente escura.
c- PERÍODO TARDIO: Vai do 6º ao 12º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia do abdome deverá ser feita após este período.

3) A dermolipectomia de braço corrige o excesso de gordura localizada da região?
Isto depende do seu biotipo e volume de gordura localizada. Também tem grande importância, sob este aspecto, a espessura do panículo adiposo (espessura da gordura) que reveste o corpo. Dependendo do caso, poderá ser associada uma lipoescultura no local junto com a dermolipectomia ou previamente.

4) Há perigo nesta operação?
Raramente a cirurgia de dermolipectomia braquial traz sérias complicações, desde que realizada dentro de critérios técnicos. Isto se deve ao fato de se preparar convenientemente cada paciente para o ato operatório, além de ponderarmos sobre a conveniência de associação desta cirurgia simultaneamente a outras. Porém para que os riscos sejam mínimos é necessária à observação das orientações pré e pós-operatórias do cirurgião.

5) Que tipo de anestesia é utilizada para esta operação?
Geralmente a anestesia geral.

6) Quanto tempo dura o ato cirúrgico?
A dermolipectomia dos braços dura em média 3 horas.

7) Terei que tomar antibióticos?
Sim, durante um período de 7 dias.

8) Qual o período de internação?
Um dia(evolução normal).

9) São utilizados curativos?
Sim. Curativos periódicos.

10) Quando são retirados os pontos?
Quando houver pontos a serem retirados, estes o serão de 7 a 15 dias.

11) Quando poderei tomar banho completo?
Geralmente 2 dias após a cirurgia.

12) Como é a evolução pós-operatória da dermolipectomia braquial?
Você não deve se esquecer que, até que se consiga atingir o resultado almejado, diversas fases são características deste tipo de cirurgia. Entretanto, poderá lhe ocorrer alguma preocupação no sentido de "desejar atingir o resultado final antes do tempo previsto". Seja paciente, pois seu organismo se encarregará de dissipar todos os pequenos transtornos intermediários que, infalivelmente chamarão a atenção de alguma de suas amigas que não se furtará à observação: "//SERÁ QUE ISTO VAI DESAPARECER MESMO? //"- É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser a nós transmitida. Daremos os esclarecimentos necessários, para sua tranqüilidade. Em tempo: Em algumas pacientes, ocorre uma certa ansiedade nesta fase, decorrente do aspecto transitório (edema, insensibilidade, transição cicatricial, etc.). Isto é passageiro e geralmente reflete o desejo de se atingir o resultado final o quanto antes. Lembre-se que nenhum resultado deverá ser considerado como definitivo antes dos 06 aos 12 meses. Em caso de pacientes obesas, poderá ocorrer, após o 8o. dia, a "eliminação de razoável quantidade de líquido amarelado" por um ou mais pontos da cicatriz. Este fenômeno é chamado de "lipólise" e nada mais é do que a liquefação da gordura residual próxima à área da cicatriz que está sendo eliminada, sem que isso venha a se constituir como complicação.

13) O que significa dermolipectomia?
Dermo = Pele; Lipo = Gordura; Ectomia = Retirada. Logo, dermolipectomia braquial significa retirada de pele e gordura dos braços.

2° opição:

Como perder gordura localizada

As pessoas acumulam gordura em regiões diferentes do corpo. Alguns acumulam mais na região da barriga, outros nos braços, outros nas pernas e assim por diante. Dessa forma, cada um quer perder mais gordura em uma determinada região.

É muito comum ouvir conselhos de pessoas, muitas delas até profissionais credenciados, que dizem que para perder gordura em uma determinada região você deve exercitá-la bastante. Alguns dizem que o ideal é fazer muitas repetições com peso leve na determinada região para queimar a gordura localizada.

Mas será que isso é verdade? Será que para queimarmos a gordura da barriga temos que fazer mil abdominais? Será que para definirmos a perna temos que malhá-la durante 1 hora seguida?

Definitivamente a resposta é não. Deixe este conceito para os mal informados.

O que pode acontecer é, se você malhar seu braço, e ganhar massa muscular nele, o percentual de gordura dele irá baixar. Mas isso não significa que você perdeu gordura no braço. Isso significa que, devido ao aumento da massa muscular na região, a proporção de músculo aumentou em relação à gordura, fazendo assim com que o percentual de gordura diminuísse.

Mas será que esta queda no percentual é o suficiente para a que a definição aumente? A gordura continua lá. Você se lembra da analogia da escultura do Pelé? Se sua resposta for não, vale a pena voltar para reler esta seção.

O processo de perda de gordura é um só. Você não pode forçar seu corpo a queimar mais gordura no abdômen e menos nos braços; definir as pernas mas deixar o resto do corpo como está. Isto não é possível.

A única regra que o corpo parece seguir é:

O corpo queima gordura primeiro onde ele depositou por último.

Se, quando você começou a ganhar peso, o primeiro lugar em que seu corpo depositou gordura foi na parte de trás de seus braços, este será o último lugar que seu corpo irá queimar gordura até que você volte ao seu peso original.

Por outro lado, se seu corpo recentemente depositou gordura no seu abdômen, ao começar a emagrecer ele primeiro queimará gordura nesta área.

Esta não é uma regra imutável, porém o corpo parece, na grande maioria das vezes, seguir esta ordem. A área que você ganhou gordura por último será a área que primeiro irá perder gordura.

Sendo assim, quando você pensar em perder gordura localizada, tenha em mente que o corpo perde gordura como um todo. E que à medida que você for baixando seu percentual de gordura geral, a gordura localizada irá sumir também.

Como Perder Gordura Localizada
Elas vão acumuando no abdômen, no culote ou no bumbum. Afinal, como perder gordura localizada?

Como sempre no que toca o emagrecimento, não existe milagre ou mágica. Aquelas gorduras se acumularam alí pela utilização de dietas desequilibradas ou fatores genéticos — ou ambos.

Em qualquer caso, saiba que métodos de como perder gordura localizada existem. Eles normalmente estão associados a utilização de uma dieta rica e com pouca gordura, além da prática de atividades física. A utilização de bloqueadores de gordura ajudam no processo.

Queimar Gorduras?
Um mito freqüente é de que exercitar uma parte do corpo é suficiente para queimar gorduras localizadas na parte em questão, o que é um erro. Ao exercitar uma parte do corpo você estará apenas reforçando a estrutura óssea e musculosa daquela região — nada de queimar gorduras.

Somente com a utilização de dietas, potencializadas com a ajuda de bloqueadores de gordura, além de, se possível, exercícios físicos, você irá queimar gorduras em seu corpo todo, incluindo aqueles em pontos localizados.
      



Conclusão: não entre nessa de exercícios localizados como se eles fossem mesmo "queimar gordura" acumulada ali. Somente através de uma dieta equilibrada e, claro, exercício físicos você vai eliminar aquelas gorduras. Quando te disserem novamente que exercitar alguma parte do corpo é um bom método de como perder gordura localizada, desconfie!

Boa Sorte

quarta-feira, 2 de maio de 2012

atrofia muscular espinhal

A atrofia muscular que é resultante mais de uma doença que de inatividade, se classifica como uma de dois tipos: aquela decorrente de dano aos nervos que suprem os músculos, e a doença do próprio músculo. Entre as doenças do primeiro grupo estão: poliomielite, esclerose lateral amiotrófica (ELA ou doença de Lou Gehrig) e síndrome de Guillain-Barré. As doenças que afetam principalmente os músculos incluem a distrofia muscular, a miotonia congênita e a distrofia miotônica.

Mesmo a atrofia muscular leve geralmente resulta em alguma perda de mobilidade ou de força dos músculos.

Causas comuns:

atrofia moderada que ocorre normalmente no processo de envelhecimento
acidente cerebrovascular (derrame)
lesão da medula espinal
lesão de um nervo periférico (neuropatia periférica)
outras lesões
imobilização prolongada
osteoartrite
artrite reumatóide
terapia prolongada com corticosteróides
diabetes (neuropatia diabética)
queimaduras
poliomielite
esclerose lateral amiotrófica (ELA ou doença de Lou Gehrig)
síndrome de Guillain-Barré
distrofia muscular
miotonia congênita
distrofia miotônica
Obs.: Este problema pode ter outras causas. A lista não menciona todas as causas, nem as cita em ordem de probabilidade. As causas desse sintoma podem incluir doenças pouco comuns e medicamentos. Além disso, as causas variam conforme a idade e sexo da pessoa afetada, e os seguintes aspectos específicos dos sintomas: localização, características, evolução, fatores agravantes, fatores atenuantes e queixas associadas. Utilize a opção Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência deste distúrbio, seja isolado ou combinado com outros problemas.

Cuidados em casa:
Recomenda-se a aplicação de calor úmido, turbilhão e exercícios de resistência.

A menos que por proibição médica, recomenda-se a prática de exercícios ativos, onde se consiga uma amplitude de movimento completa. Os exercícios feitos em suportes ou aparelhos são recomendados para aqueles pacientes que não conseguem movimentar ativamente uma ou mais articulações.

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